Por que a satisfação do funcionário não é só mais uma questão de RH?

Satisfação do funcionário

Com as transformações no mundo empresarial, algumas mudanças podem gerar tensões nos colaboradores. Seja na alteração de diretoria, nas revisões de políticas e procedimentos ou até mesmo uma fusão entre empresas. O sucesso de uma organização depende das pessoas que fazem parte dela, pois a satisfação do funcionário e o desempenho dele vão refletir na eficácia e produtividade da companhia.

A pressão por bons resultados, a falta de reconhecimento e o sentimento de que qualquer um pode fazer determinado trabalho podem piorar a situação. Já pessoas engajadas tendem a ter determinados comportamentos que satisfaçam às suas necessidades pessoais, então, cabe à instituição apoiar seus integrantes com a oportunidade de satisfazer a tais necessidades a fim de produzir um comportamento produtivo.

Em equipes comerciais, a motivação é algo ainda mais complexo, devido à grande rotatividade do setor, às metas difíceis e à forte concorrência.

Dificuldade em manter a satisfação do funcionário

Cada pessoa possui suas peculiaridades e objetivos diferentes. O que funciona para um pode não funcionar para o outro. A motivação é algo intrínseco, ou seja, vem de dentro para fora. Somente o próprio ser humano é capaz de motivar-se. Ninguém motiva ninguém.

Dessa forma, cada profissional tem um perfil próprio, o qual deve ser levantado e analisado. Por exemplo, nas equipes comerciais, geralmente, os integrantes são ambiciosos, ativos e gostam de falar, principalmente sobre o produto/serviço que estão representando. Então, como um bom começo, a organização deve procurar por meios de estimulá-los, baseando-se nesse perfil.

Nem tudo se resume à remuneração

Se você é daqueles que oferecerem um bom salário ou boas premiações em dinheiro para estimular seus empregados, pare agora com esse pensamento! Dinheiro não é sinônimo de satisfação do funcionário. Claro que ajuda, porém um ambiente saudável e com boas relações é mais importante.

A área de vendas, na maioria das vezes, trabalha com comissões e bônus, além do salário fixo. Então, se fosse somente pela remuneração, nenhum vendedor jamais se desmotivaria. O grande X da questão não é o pagamento, e sim a identificação com a marca e os produtos.

O dinheiro é desejado pelas necessidades fisiológicas, de segurança e sociais. Assim, ele não é um fim, mas o meio para atender a essas necessidades. Portanto, mesmo se um vendedor ganha 15 mil reais por mês, por exemplo, depois de um tempo, ele se acostuma e adapta ao seu orçamento. Cada vez mais, suas necessidades aumentam e, consequentemente, seus gastos.

Cuidado com o turnover

A alta rotatividade ainda é um grande problema nas equipes. Com a entrada e saída de gente, fica mais complexo conseguir montar um time fiel e com alto desempenho.

A cultura organizacional e as políticas internas podem ser extremamente letais com o turnover. Se a missão, visão e valores não estiverem bem alinhados, cada vez mais esse índice aumentará.

Além de poder perder os profissionais mais capacitados, os setores perdem conexões com clientes, perde mercado, além do gasto com treinamento, rescisões e admissões e assim por diante.

O líder como fonte de inspiração

Já sabemos que os gestores não motivam as pessoas, mas devem ser aptos a criar ambientes inspiradores.

O gestor não é gerente apenas do profissional, e sim da pessoa. Fazer esse balanceamento não é fácil. Se o seu melhor vendedor — que sempre atinge as metas, é comprometido e veste a camisa da empresa — começou a vender pouco e a chegar atrasado em reuniões, deve haver um motivo.

Por um lado, é preciso cobrar esse profissional. Por outro, é preciso entender quais razões estão levando-o para baixo. Podem ser problemas financeiros ou de relacionamentos, contudo, com a compreensão por parte do líder e o estímulo certo, tudo pode ser resolvido.

Exercer o papel de líder é inspirar na sua equipe a vontade de fazer acontecer. É fazer por vontade própria e não porque alguém pediu. É fazer a atividade ter sentido para as pessoas subordinadas a ele, e assim aumentar o engajamento das tarefas e satisfação do funcionário.

Um bom líder deve desenvolver as habilidades de gerenciar e saber influenciar os outros para trabalharem juntos e assim alcançarem metas e objetivos.

A importância do feedback e outras ações

Além da inspiração, outras ações são imprescindíveis. Seguem abaixo algumas orientações:

Feedbacks

É necessário que os empregados saibam se estão indo bem ou não nas suas ações. O feedback é primordial para desenvolver a equipe, desenvolver os pontos a melhorar, além de alinhar o que não está funcionando muito bem.

Como orientador, é esperado o suporte e comprometimento com os pontos que foram definidos como cruciais para o crescimento. O desafio do feedback é encontrar os pontos mais significativos e depois criar o plano de ação.

Nunca converse sobre remuneração e desempenho ao mesmo tempo. Isso gera distração e leva a discussão para longe do objetivo.

Delegar responsabilidades

Ao oferecer mais responsabilidades e atividades mais complexas, além de maiores desafios, o contratado se sentirá mais importante.

Ouvir é essencial

O ser humano necessita de atenção, então, precisa haver abertura para que os colaboradores possam dar ideias, sugestões ou até mesmo pontos de melhoria.

Faça junto

O líder de sucesso é aquele que exige por meio do próprio exemplo. Mostrar à equipe que todos estão no mesmo barco e que, juntos, conseguirão melhores resultados.

Algumas ideias podem ser colocadas em prática e fazer com que o trabalho seja saudável e produtivo:

  • escrever cartas para os funcionários, dando-lhes parabéns pelos resultados (com certeza eles vão mostrar para toda a família);
  • promover almoços e jantares regulares entre os membros de equipes;
  • comprar ingressos para o cinema, teatro ou jogos de futebol;
  • marcar reuniões fora da empresa, só para variar;
  • fazer bolões com acontecimentos esportivos.

A importância da capacitação profissional

Outra ação para evitar o turnover da área comercial é realizar o constante treinamento de todos. Porém, como exercer essa prática se é difícil concentrar toda a equipe em um mesmo lugar?

Hoje, a tecnologia permite que seja on-line, sem perder a eficiência e produtividade. Essa capacitação pode ser feita em qualquer lugar e horário, respeitando a agenda de cada membro. Também poder ser feita em etapas, não deixando cansativo, além de evitar o desinteresse.

Com o exercício, os representantes comerciais estarão em constante atualização de produtos ou técnicas e mais aptos para determinar expectativas.

Resumindo, é válido saber que nenhuma empresa vai provocar felicidade sempre. A satisfação do funcionário e o bom engajamento do time resultarão em ótimas realizações, além de fazer do ambiente de trabalho um lugar propício para todos.

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